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O relator do projeto de lei orçamentária para 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), confirmou o corte de R$ 10 bilhões esperado no programa Bolsa FamÃlia. O programa teria R$ 28,2 bilhões no ano que vem, mas Barros afirmou que as fraudes apontadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e as regras do programa permitem o corte de 35%.
Pelas contas do Ministério do Desenvolvimento Social, 23 milhões de pessoas seriam retiradas do programa, cerca de 7 milhões de famÃlias, pela média do Bolsa FamÃlia. Barros, no entanto, frisou que esse número não é oficial, porque o ministério não respondeu aos questionamentos da Comissão Mista de Orçamento sobre o programa.
Na segunda-feira (14), o relatório final foi entregue, e Barros espera aprovar o orçamento até amanhã à noite. Antes de a comissão poder aprovar o orçamento, o Congresso precisa votar o Plano Plurianual (PPA), o que poderá ocorrer ainda nesta terça-feira (15).
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Fraudes
Para totalizar o corte de R$ 10 bilhões, o relator considerou a economia que será gerada por outros fatores (como recursos ligados a fraudes que deixarão de ser pagos, a não inclusão de novos beneficiários e o fim da possibilidade de prorrogação do benefÃcio em alguns casos).
Na economia que será gerada pelo corte no Bolsa FamÃlia, será levado em conta o valor estimado pela CGU em fraudes no programa, que poderia chegar a R$ 2,6 bilhões. São pessoas que têm renda superior ao limite de R$ 154 por pessoa da famÃlia para participar do programa.
Outros R$ 2,6 bilhões sairiam pelo fim de uma regra atual de portaria do Ministério do Desenvolvimento Social, segundo a qual famÃlias que têm o benefÃcio mas superam essa renda podem continuar recebendo o Bolsa FamÃlia por dois anos.
Além disso, o programa não teria novos beneficiários em 2016, o que gera uma economia de R$ 1,4 bilhão. Todos os anos, a média tem sido de 700 mil cancelamentos de benefÃcios para 700 mil novos concedidos.
Mais R$ 1,4 bilhão sai de recursos que são depositados para os beneficiários, mas não são sacados. Normalmente, o governo espera três meses depositando, mas não cancela o benefÃcio. Esses fatores, somados, geram uma economia de R$ 8 bilhões. Segundo Barros, a redução efetiva que o governo terá de fazer no Bolsa FamÃlia será de R$ 2,1 bilhões.
Fonte: Câmara dos Deputados
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